Livremente inspirada em Veraneantes de Maxim Gorky, utiliza o mesmo enredo: um grupo de amigos passa alguns dias no campo para relaxar e fugir à rotina diária ligada ao trabalho. Quanto mais conversam entre si, quanto mais bebem, mais as suas máscaras caem e se revelam como seres profundamente ligados às dúvidas e inquietações uns dos outros: somos todos almas perdidas à procura de algo que nos faça sentir completos, e, por isso, realizados.
Esta é uma peça sobre o seu desassossego e aborda as preocupações deste grupo de pessoas face às questões do quotidiano, aos tempos modernos, às chamadas novas realidades.
É uma experiência polifónica, onde, salvo raras exceções, não se registam pausas ou silêncios.
© José Serrão